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Enquanto isso, antes de chegar ao açougue mais próximo de sua casa...

publicado por person GSC Expertise   | 26/03/2017 00:00:00


Lembro-me de algumas histórias da década de 1980, onde parecia que vivíamos em um outro país, onde muito da nossa cultura poderia ser mais livre de conhecimento, como da segurança alimentar, e me vem uma cena em minha cabeça, eu ir com minha mãe até um açougue, e aquele cheiro de sangue e gordura passada que parecia entranhar na pele, era algo que hoje precisa ser lembrado.

Não se tinha procedência de muita coisa, a carne estava ali, pendurada, algumas vermelhas quase vivas e outras mais escuras, mais claras, e a preocupação maior estava apenas no preço, afinal de contas, se fosse demorar muito para escolher, ficaria mais caro. Vez ou outra, ficávamos sabendo de alguém que parou no hospital com alguma doença.

Os tempos foram se passando e o conhecimento foi ganhando forma, fatores produtivos e econômicos revisitaram os preços, não apenas destes produtos, mas de todos os outros, talvez pela nova abertura dos portos às nações amigas, na beira da década de 1990, talvez pela sociedade não suportar mais um tipo de mercado distante do considerado ideal, mas que não se tinha muito ideia de como deveria ser.

Atualmente, antes de chegar ao açougue, os produtos de origem animal passam por uma série de etapas, necessárias para a padronização da qualidade, o desenvolvimento tecnológico e forte atuação política permitem que esses produtos viessem a se tornar mais baratos, porém é sabido que muitas vezes,algumas empresas não possuem afinidade com a vocação pela área, tornando assim possível que exista uma distância entre a atuação ética e a realidade. Um corpo técnico cada vez mais afinado com as necessidades da empresa e os requisitos regulatórios é essencial para a manutenção da qualidade, quando uma empresa se distancia deste conceito, problemas podem ocorrer. Vemos também que em nosso país, a corrupção está intimamente ligada a todos os níveis e na maioria das instituições, e esse olhar deve não ser apenas da responsabilidade de empresas e seu corpo técnico, mas para cada pessoa, cada consumidor, não sendo possível mais admitir que fiscais não alinhados com a ética que a população espera e não a que parece estar enraizada nos órgãos públicos brasileiros, infelizmente,